11 de fevereiro de 2019
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Volta às aulas: as vacinas do seu filho estão atualizadas?

Em alguns estados do país, como Paraná e Espírito Santo, a caderneta de vacinação passou a ser obrigatória para a realização de matrículas em escolas públicas e particulares, como forma de atestar que os estudantes estão em dia com as vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde.1,2,3 A medida tem como objetivo a tentativa de reverter os baixos índices de imunização infantil, mas ainda não há uma regra federal sobre o tema. Em 2017, o país registrou os mais baixos índices de vacinação em mais de 16 anos.3 

Sendo ou não obrigatório apresentar a caderneta de vacinação para realização das matrículas, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que as vacinas dos alunos estejam em dia, para prevenir casos de doenças de transmissão interpessoal, considerando o convívio em ambientes coletivos, como as salas de aula.4

“É importante que os pais e responsáveis não deixem as vacinas das crianças em atraso. A imunização é uma das melhores formas de proteção contra doenças sérias como meningite meningocócica, poliomielite, catapora e pneumonia, que podem até levar a óbito, especialmente crianças pequenas. Além disso, alguns bebês e crianças não podem receber determinadas vacinas devido a alergias graves, sistemas imunológicos debilitados ou outras razões. Para ajudar a mantê-los protegidos, é importante que outros membros da família estejam vacinados. Isso não apenas protege sua família, mas também ajuda a prevenir e evitar a disseminação de doenças para essas pessoas”, afirma Dr. Jessé Alves, infectologista e gerente médico de vacinas da GSK.

O Ministério da Saúde orienta a vacinação das crianças de acordo com o calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e todas as vacinas recomendadas no PNI estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS).5,6

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) possuem calendários de vacinação com recomendações que complementam o PNI, abrangendo também vacinas que atualmente só estão disponíveis na rede privada para a imunização das crianças e jovens. 7,8,9

Meningite Meningocócica

Uma das doenças graves que pode ser prevenida por vacinação é a meningite meningocócica. Trata-se de uma infecção bacteriana das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo causar sequelas e até mesmo levar a óbito. Ela é causada pela bactéria Neisseria meningitidis que possui 12 sorogrupos identificados,sendo que cinco deles são os mais comuns (A, B, C, W e Y).10,11

A vacinação é uma das melhores formas de prevenção contra a doença.11,12 Outras formas que podem ajudar na prevenção incluem evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados e limpos.12

Atualmente, existem vacinas para a prevenção dos 5 sorogrupos mais comuns no Brasil, a vacina contra a meningite meningocócica causada pelo tipo B e a vacina contra os tipos A, C, W e Y.7,8,11 A vacina para a prevenção do meningococo B está indicada a partir dos 2 meses de idade até os 50 anos, somente disponível na rede privada.7,13

A vacina para prevenção da doença meningocócica causada pelos tipos A, C, W e Y é recomendada na rede privada a partir dos 3 meses de idade.7,8 Nos postos de saúde, a vacina contra a doença causada pelo meningococo C é gratuita para crianças menores de 5 anos de idade e adolescentes de 11 a 14 anos.6,7

Importante ressaltar que a meningite meningocócica não é uma doença só de criança e cerca de 10% dos adolescentes e adultos são portadores da bactéria, podendo transmití-la para outras pessoas através da saliva e partículas respiratórias, sem necessariamente desenvolver a doença.10,14  

Por isso, a vacinação é um recurso importante para a prevenção das doenças infecciosas em crianças, adolescentes e adultos.6,12

Material dirigido ao público geral. Por favor, consulte o seu médico.

Sobre a GSK

Uma das indústrias farmacêuticas líderes no mundo, a GSK está empenhada em melhorar a qualidade de vida humana permitindo que as pessoas façam mais, sintam-se melhor e vivam mais. Para mais informações, visite www.gsk.com.br.

Referências:

  1. GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. Governador sanciona lei que exige cartão de vacinação do aluno para efetivação de matrícula em escolas no Espírito Santo. Disponível em: <https://www.es.gov.br/Noticia/governador-sanciona-lei-que-exige-cartao-de-vacinacao-do-aluno-para-efetivacao-de-matricula-em-escolas-no-espirito-santo>. Acesso em: 23 de jan. 2019
  2. SECRETARIA DA SAÚDE DO PARANÁ. Carteira de vacinação é obrigatória em escolas paranaenses. Disponível em: <http://www.saude.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=6276>. Acesso em: 23 de jan. 2019
  3. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Governo estuda exigência de carteirinha como forma de estimular a adesão à vacinação de crianças e adolescentes. Disponível em: <http://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/governo-estuda-exigencia-de-carteirinha-como-forma-de-estimular-a-adesao-a-vacinacao-de-criancas-e-adolescentes/>. Acesso em: 18 de jan. 2019.
  4. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Volta às aulas: Sociedade Brasileira de Pediatria divulga conjunto de recomendações para garantir a boa saúde dos escolares. Disponível em: <http://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/volta-as-aulas-sociedade-brasileira-de-pediatria-divulga-conjunto-de-recomendacoes-para-garantir-a-boa-saude-dos-escolares/>. Acesso em: 18 de jan. 2019.
  5. BRASIL. Ministério da Saúde. A vacinação ainda é a melhor forma de prevenir doenças. Disponível em: <http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/52650-a-vacinacao-ainda-e-a-melhor-forma-de-prevenir-contra-doencas>. Acesso em: 18 de jan. 2019.
  6. BRASIL. Ministério da Saúde. Vacinação: calendário nacional de vacinação. Disponível em: <http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/vacinacao/calendario-vacinacao>. Acesso em: 18 de jan. 2019.
  7. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Calendário de vacinação da criança: recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) – 2018/2019 [atualizado até 26/08/2018]. Disponível em: <https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-crianca.pdf>. Acesso em: 18 de jan. 2019.
  8. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Calendário de vacinação da SBP 2018. Disponível em: <http://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/21273g-DocCient-Calendario_Vacinacao_2018-set.pdf>. Acesso em: 18 de jan. 2019.
  9. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Calendário de vacinação do adolescente: recomendações da Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) – 2018/2019 (atualizado até 29/08/2018). Disponível em: <https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-adolescente.pdf>. Acesso em:  18 de jan. 2019.
  10. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Meningococcal meningitis. Disponível em: <www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/meningococcal-meningitis>. Acesso em: 18 de jan. 2019.
  11. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Doença meningocócica (DM). Disponível em: <https://familia.sbim.org.br/doencas/88-doenca-meningococica-dm>. Acesso em: 18 de jan. 2019.
  12. BRASIL. Ministério da Saúde. Meningite: causa, sintomas, prevenção e tratamento, 2018. Disponível em: <http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/meningites>. Acesso em: 18 de jan. 2019.
  13. BEXSERO [vacina adsorvida meningocócica B (recombinante)]. Bula do produto.
  14. ERVATI, M.M. et al. Fatores de risco para a doença meningocócica. Revista Científica da FMC, 3(2): 19-23, 2008.


BR/VAC/0008/19
– Fevereiro/2019

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