18 de janeiro de 2016
Comentários( 39 )

Sou mãe do Theo mas estamos separados fisicamente há quase três anos

Fernando e eu realizamos o sonho de engravidar em 2012 e foi mesmo um sonho, a descoberta da gravidez, ouvir o coração batendo pela primeira vez, cada ultrassom, saber que era um menino, o carinho da família, presentes, mensagens. Tudo foi maravilhoso! Sou mãe do Theo.

Sou mãe do Theo
por Daniela Andrade Schneider

Fernando e eu realizamos o sonho de engravidar em 2012 e foi mesmo um sonho, a descoberta da gravidez, ouvir o coração batendo pela primeira vez, cada ultrassom, saber que era um menino, o carinho da família, presentes, mensagens. Tudo foi maravilhoso!

Nossa história poderia ser contada em um livro, mas registrei tudo em um diário. Seria capaz de falá-la mil vezes, e acho que foi quase isso em sessões de terapia, no colo da minha mãe e para amigos queridos. Poderia ser um filme, e contei no documentário “O Segundo Sol”. O que não poderia imaginar é que o desfecho do que planejamos para a nossa história foi o oposto de tudo o que desejamos. Não esperava que na virada para o sexto mês, o que era a expectativa por uma nova vida, pelo exercício do maior amor do mundo, se transformaria numa perda.

Eu desejei, por muito tempo, ser mãe.

E quando a gravidez chegou, me sentia pronta física e emocionalmente! Aos 35 anos, me sentia plena e verdadeiramente feliz! Grávida, junto com um marido maravilhoso, me tornaria mãe. Meus pais, avós. Meus irmãos, tios… e assim por diante. Só cabia felicidade em meu coração! Eu estava realizando meu sonho.

Tive uma gravidez de muito sono e nada de enjoo! Trabalhava, fazia pilates, Yoga, cuidava da alimentação, da saúde, tudo para ter uma gestação tranquila e um parto natural, como sempre sonhei!

Enquanto fazia as lembrancinhas, definia os últimos detalhes da decoração do quarto, enxoval quase pronto! Me sentia grata a tudo que estava vivendo!

Sou mãe do Theo
arquivo pessoal

Alteração na placenta

Fomos para o ultrassom morfológico e lá veio a primeira notícia:

Seu bebê está bem, mas há uma alteração em sua placenta!

A palavra ‘alteração” fez meu coração disparar e um esforço enorme para manter a calma! Corremos para o consultório e meu médico me examinou. Mediu a pressão, pediu repouso e um retorno no dia seguinte bem cedinho. Sem coragem de questionar, fui para casa. Minha intuição já anunciava que a vida viraria do avesso. Não consegui dormir, mas tentei me distrair, desejei bom parto para uma amiga, fiz minhas preces e conversei muito com o Theo. Lembro de dizer bem assim: “Eu sou sua mãe e farei qualquer coisa por você! Estamos juntos sempre”!

Internação

Do consultório, direto para uma internação no Vila da Serra. Dr. Emerson Godoy foi de extrema generosidade e atenção ao me transferir para a equipe do Dr. Frederico Peret. De forma objetiva e sensível, esclareceu-nos sobre o diagnóstico de pré eclampsia e da gravidez de alto risco, dizendo que receberíamos os melhores cuidados possíveis pela equipe médica que estava nos transferindo!

As primeiras horas, ainda no P.A, foram um pesadelo que parecia interminável. Tive uma dor de cabeça que beirou o insuportável e hoje entendo que essa dor foi proteção divina, pois eu não conseguia processar as notícias dadas por uma médica de forma tão fria:

“Vamos interromper sua gravidez! Entre a vida da mãe e do bebê vamos tentar te salvar e não é uma escolha sua”

Uma outra média, que fez o ultrassom, já foi logo dizendo:

“Seu bebê está entre a cruz e a caldeirinha, se nascer, morre, e se ficar, morre também, então é isso”

Eu, realmente, acredito que sobrevivi a esse tipo de violência de alguns profissionais graças ao apoio incondicional da minha família, em especial do meu marido e minha mãe, minhas amigas, e atendimento do Dr. Emerson, Dr. Frederico, Dr. Schneider, Dr. Francisco e algumas enfermeiras!

Depois vieram mais parentes, amigos e uma corrente de amor e boas energias se formou ao nosso redor! Recebíamos preces, orações, missas, novenas, cultos, de todas as religiões! Mensagens escritas, ligações, mensagens virtuais e isso nos dava força para viver um dia de cada vez! Cada hora de vida, dias, semanas eram comemoradas como uma enorme vitória! A pré eclampsia continuava a evoluir, mas a pressão se mantinha estável, tudo no limite, mas era o mínimo para nos mantermos vivos! Os médicos acreditavam que o Theo não fosse resistir, sugerindo que se fizesse um parto normal, pois, assim, a pré eclampsia seria interrompida e a vida da mãe não estaria mais em risco. Mas fomos em frente acreditando em um milagre! A ideia de um parto natimorto era muito difícil de aceitar!

Após vinte dias de internação veio uma notícia:

Se eu conseguisse chegar até 27 semanas poderiam tentar uma cesárea! Tomei corticoides para fortalecer os pulmões dele. Os médicos repetiam que ele estava em sofrimento fetal, oxigenava apenas cérebro, coração e pulmão. Mas seguimos cheios de esperança até 27 semanas e cinco dias!

Theo havia lutado bravamente! Bem novo, e ainda no ventre, já era conhecido como guerreiro! Um ultrassom indicou que ele havia chegado ao seu limite e que o parto seria realizado naquela hora! Ao saber disso, pedi, com todo o meu coração, que me levassem no lugar dele, se preciso. Meu maior desejo era o Fernando estar com ele, pois, independente do que estava por vir, eu o senti crescer e estivemos juntos por toda aquela gestação!

Na sala de parto houve tensão, mas eu me sentia amparada, muitos torciam por nós! O choro bem forte de um bebê numa sala ao lado me fez chorar!

Na verdade, era isso que havia planejado e desejado para mim e não ouvir de uma pediatra que bebês muito prematuros não choravam na ocasião do parto e que ele poderia viver minutos, segundos talvez!

Não me abalei! Me concentrei em agradecer pelo meu filho, pela oportunidade de estar ali, pela cesárea, que sempre critiquei, e depois para pedir pela vida dele, para que Deus guiasse os médicos, e se eu morresse, para que o Fernando ficasse bem para criar um filho sem mim.

O Theo nasceu!

E chorou muito! O choro dele lavou minha alma, me cobriu de amor e gratidão! Eu o vi muito rápido! Em segundos, o levaram para a UTI! Fernando me beijava, chorava e disse que o nariz era grande, e eu respondi que, então, não tinha meu nariz! Fiquei no bloco esperando a anestesia passar. Sentia frio e uma solidão enorme, mesmo com outras mães perto de mim e enfermeiras passando. Eu não queria falar, comecei a sentir dores e foi tudo meio confuso!

UTI Neonatal

Fernando passou o dia com o Theo na UTI neonatal! Uma enfermeira disse que, dificilmente, meu leite desceria, mas outra se esforçou até conseguir o colostro para ele.

No dia seguinte, consegui visitar meu amor. Dentro da incubadora havia um bebê pequeno e frágil, mas eu o via como um menino forte, lindo e muito guerreiro! Com todos os traços do pai, boca, nariz, orelhas, sobrancelha, cachinhos, menos a covinha no queixo, que era igual ao meu. Mãos e pés grandes, que eram dele mesmo!

Eu estava feliz de novo! Meu filho estar ali, diante dos meus olhos, era um verdadeiro milagre! Podíamos passar doze horas por dia com ele e, no terceiro dia, ele precisou de uma cirurgia cardíaca.

Minutos antes, lembro dele agarrar meus dedos ao ouvir minha voz. Sem dúvida foi um dos momentos mais sublimes da minha vida! Eu fiz uma prece para que Deus fizesse o que fosse melhor! As horas pareciam dias, mas foi um sucesso e confiamos plenamente no Dr. Marcelo! Fomos visitá-lo após a cirurgia. Chorei pela primeira vez dentro da UTI ao vê-lo sedado.

Como eu estava bem, recebi alta e dormi em casa.

A sensação de chegar em casa sem ele foi horrível! Fiquei arrasada!

Eu me ocupava em tirar o leite com uma bombinha e levar para ele. Escrever no diário e ler mensagens carinhosas!

As seis horas do dia seguinte, acordei assustada sentindo que ele havia partido! Ligaram do hospital nos pedindo para que fôssemos lá. A pior notícia de nossas vidas estava por chegar!

Fernando percebeu que os aparelhos estavam desligados e discretamente me virou para que eu não pudesse ver.

Ao receber a confirmação de que o Theo havia partido eu desmaiei e demorei para processar tudo aquilo!

Pedi para ver meu menininho e pude estar com ele no colo pela primeira vez! O corpinho frágil, não parecia mais com ele! Os olhos entreabertos eram cinza com um fundo bem azul! Mas eu o beijei, já sem calor! Agradeci pelos momentos mais lindos da minha vida e me despedi dizendo:

Até um dia meu amor, sempre te amarei!

Eu precisava me manter firme para tomar decisões difíceis!

Fui com o Fernando ao cartório e comecei a me dar conta da real situação quando percebi que não havia comprado o berço, mas estava escolhendo um pequeno caixão branco!

A despedida foi rápida! Uma hora de velório e o enterro junto ao avô paterno em uma linda manhã de domingo!

Muitas pessoas queridas nos abraçavam! Havia uma leveza em tudo, apesar da profunda tristeza!

Fernando leu um lindo poema! Minha amiga cantou cheia de delicadeza e eu coloquei meu primeiro presente pertinho dele, um cobertorzinho com um ursinho! Soubemos que ele havia sido batizado nos últimos minutos de vida e escolhemos três casais para serem os padrinhos!

Dez dias depois fizemos uma missa, mesmo não sendo católica foi importante receber tanto carinho num momento de profunda dor!

O luto é mesmo um deserto, e a sua travessia não tem sido fácil!

No início, fiquei em estado de choque! Cheguei até a visitar dois bebês, de uma amiga e de um primo do Fernando. Meu leite demorou a secar e isso dificultou muito! Era tão difícil de acreditar que nem chorava!

Em seguida veio a negação, aí comecei a fazer terapia e contava, em detalhes, centenas de vezes nossa história.

Depois da negação, veio uma raiva enorme! Costumava passar dias e noites chorando sem parar! Eu fui me dando conta de que aquela era minha história e do Fernando e que haviam muitos outros casais que perderam seus filhos queridos!

Com o fim da licença de quatro meses, não dei conta de continuar trabalhando. Não retornei ao meu emprego e segui por mais sete meses até retomar minha vida profissional.

Era estranho receber mensagens de pessoas que eu nem conhecia, enquanto parentes próximos ignoravam nossa dor e a existência do Theo. Recuperei a saúde física e com ajuda de tratamentos médicos, espirituais e psicológicos, fui recuperando a emocional.

Continuei escrevendo por quase dois anos no diário e, aos poucos, fui me fortalecendo com o amor que ficou. Mudamos de apartamento, fiz um jardim para ele, tatuagem, um poema e conheci pessoas maravilhosas!

Sem a experiência da perda de um filho eu seria outra pessoa!

Tornei-me forte para enfrentar outras dores, perdas que vieram depois, as doenças do meu pai… Passei a valorizar o que realmente importa! Sou mãe do Theo e ele transformou a minha e vidas de outras pessoas! Ainda há quem fale dele com amor e, o mais impressionante, é que nenhuma delas se encontrou com o Theo!

Comigo haviam mais oito grávidas, entre amigas e conhecidas. Por isso, ainda dói muito ver todas essas crianças que estão aí, crescendo com saúde! Eu me permito viver os altos e baixos da vida sem ele. As vezes não consigo ir ou ficar em uma festinha infantil, ou visitar um recém-nascido. Às vezes, sinto raiva da falta de sensibilidade de muitas pessoas! Prefiro evitá-las a enfrentar perguntas e comentários! Eu pensava muito em tudo o que gostaria de fazer junto com ele, se estivesse aqui, mas me dei conta de que fizemos muito em tão pouco tempo! Estivemos em sete países diferentes, ouvimos músicas maravilhosas, tivemos conversas em pensamento e ele sentiu o nosso amor!

Sou mãe do Theo
Arquivo pessoal

Sou mãe do Theo, minha homenagem para ele é viver, seguir em frente, agradecer mais e reclamar menos, realizar sonhos! Impossível esquecer tudo o que vivemos juntos! No meu coração só cabe amor e gratidão, além de saudades, claro! Sou muito feliz por ser mãe de um menino tão especial, por sentir tanto amor! Prefiro pensar que ele nunca foi desse mundo e que voou como um lindo passarinho azul! Espero que nossa história, sempre que contada, ajude alguém que também se separou fisicamente de um amor!

Veja o documentário “Segundo Sol”:

Leia também:

Gravidez e perda – por Bruna Andrade

COMENTE:

39 Avaliação de Sou mãe do Theo mas estamos separados fisicamente há quase três anos

Isabela disse : Guest Report 3 years ago

Não sou casada, não sou mãe, mas me comovi demais com sua história. Estou em prantos escrevendo esse comentário. Só posso imaginar o tamanho da sua dor...te desejo muita força e mando energia positiva!!

Dani disse : Guest Report 3 years ago

Em prantos relembro minha bebê que se foi no oitavo mês. Mudou tudo sim, a realidade se tornou menos romântica e a ignorância alheia mais visível. Espero que essa dor seja única na sua vida, assim como espero que na minha também seja. Cada uma de nós que passou por isso achou uma maneira de atravessar as trevas, algumas entraram pela porta da depressão que fica aberta a todo momento. Outras encontraram uma realidade paralela nos antidepressivos e ansiolíticos. Eu achei um caminho único e agora, após 2 anos , (20 de abril ela se foi), tenho minha segunda filha. Mas nossa anjinha sempre estará em nossas vidas. Força sempre, amor no coração e sabedoria. "O dia fez-se em noite / Surgiu da sombra um temporal / Cobriu a terra toda / Em lágrimas Ela me deixou suave / Era linda a vida / Quando ela partiu / Deixou saudade Ela me deixou saudade / Minha vida / Quando ela surgiu / Aqui ficou suave" Skank

Samara disse : Guest Report 4 years ago

Sua história é emocionante. De uma delicadeza e força que transcendem o plano virtual, material e imaterial. Chorei. Sou mãe de um Theo de 7 anos. Que você e as outras mulheres que passam por esses momentos recebam muita luz, conforto e força. Vocês e essas crianças são guerreiras e anjos. A física diz que somos matéria, certo? Então, com certeza ele ainda está com vocês, no seu pensamento e na matéria do universo. Tenho uma crença de que as pessoas especias que não pertencem a esse mundo nos deixam cedo.

Iara Albino disse : Guest Report 4 years ago

Eu já tinha visto um pouco da sua história no documentário, e agora vendo com mais detalhes me emocionei novamente... Perdi minha Helena há 3 meses, estava de 28 semanas. A perde de um filho é com certeza a pior dor de todas, a Helena foi meu 4º bebê q perdi, mas foi a gravidez mais intensa, mais vivida, acho q a experiência e a maturidade nos ajuda muito, tinhamos uma ligação muito forte, um amor além da vida. Estou tentando seguir em frente, e realmente não é fácil, as pessoas parecem esquecer, tem medo de tocar no assunto, quando na verdade o que queremos é falar deles e contar ao mundo sobre a existencia deles em nossa vidas. Bjss e fica com Deus, pois Ele é o nosso Consolador!

Michelle disse : Guest Report 4 years ago

Dani como me emocionei com sua história, não perdi um filho, mas sou mãe e não me vejo sem minha filha. Estava me preparando para uma segunda gravidez, e tive uma trombose, estou em tratamento. E já até escolhi o nome, se for menino será Théo, como me doeu ler sua história. Peço q Deus q mantenha essa força em seu coração. Muita paz, luz, vc tem um anjinho a cuidar se vc. Beijos

Daniela disse : Guest Report 4 years ago

Lud amiga querida, mãe, filha, madrinha do Theo ! Te ❤️ muito e sou sempre grata por ter vc em minha vida !!!

Izabela disse : Guest Report 4 years ago

O mais puro e sincero amor. Pra sempre... Luz! Paz!

Elisangela disse : Guest Report 4 years ago

Ao ler não tive como segurar as lagrimas muito triste. Sei que nada e nunca vai acabar essa dor o bom e que você tem o Fe e ele tá você para dar apoio amor e carinho eu também amo muito você.

Maria de Fátima Lacerda disse : Guest Report 4 years ago

Com certeza dois lindos anjinhos!E estão em um lugar muito lindo!

Ludmila albernaz disse : Guest Report 4 years ago

Minha amiga querida! Amo muito você!

Daniela disse : Guest Report 4 years ago

Obrigada Isabela ! Beijo com carinho pra vc ! ❤️

Daniela disse : Guest Report 4 years ago

Ana Carolina ! Estou emocionada com sua história ! E sua menina tem meu nome... No documentário eu falo da travessia do deserto do luto... No início nada parecia ajudar mas o tempo sim ! A dor não passa mas aprendemos a lidar melhor a cada dia. Há um grupo presencial maravilhoso para pais , um encontro por mês. Me chama inbox se quiser e te conto tudo ! Estamos juntas ! Muita luz e amor pra vc e seu marido !!! Obrigada por contar ! ❤️

Daniela disse : Guest Report 4 years ago

Dani ! Estou verdadeiramente emocionada por lembrar de vc e saber que guardou carinho e lembranças dele quase 3 anos depois ! Parece que vc conhece a minha prima, Rachel Azevedo que acabou de ter a Lulu ! Obrigada de ❤️ !!!

Daniela disse : Guest Report 4 years ago

Um abraço carinhoso ! Obrigada Fernanda ! ❤️

Daniela disse : Guest Report 4 years ago

Que lindo Ana !!! To aqui pensando no Joaquim brincando com o Theo ! Que esse amor te ampare sempre ! ❤️

Daniela disse : Guest Report 4 years ago

Carolina ! Estamos juntas ! A dor é enorme mas o amor muito maior ! Paz para o seu ❤️ !!! Luz para a alma !!! ❤️

Daniela disse : Guest Report 4 years ago

Fátima eu agradeço sempre ! Muito obrigada ! Fique com Deus ! ❤️

Daniela disse : Guest Report 4 years ago

Sarah ! Mais uma vez obrigada por seu carinho e generosidade !!! ❤️

Daniela disse : Guest Report 4 years ago

Cristina ! Obrigada de ❤️ !

Daniela disse : Guest Report 4 years ago

Sarah ! Mais uma vez obrigada por sua generosidade e carinho ! ❤️❤️❤️

Daniela disse : Guest Report 4 years ago

Dione ! Obrigada por transmitir tanta força ! Muita luz pra vc ! ❤️

Daniela disse : Guest Report 4 years ago

Deh querida ! Minha amiga, tia do Theo, profissional maravilhosa que sempre me apoiou e cuidou com amor ! Eu falava sobre vc e Victor para ele e seu carinho na barriga foi sentido ! Obrigada por tudo ! ❤️

Daniela disse : Guest Report 4 years ago

Regina ! Muito obrigada por suas lindas palavras !!! ❤️❤️❤️

Isabela moreira disse : Guest Report 4 years ago

Muita paz para você! Fiquei emocionada...

Ana Carolina Bretas disse : Guest Report 4 years ago

Lendo seu post não tenho como evitar novamente as lágrimas. Perdi minha filha a 40 dias atrás, sem nenhuma explicação, no nono mês de gravidez. Simplesmente o coraçãozinho da minha Daniela parou de bater. Foi o pior momento da minha vida e estão sendo os piores dias... Tudo lá em casa ainda esta intacto, o quarto dela todo arrumado, as roupinhas, inclusive as que levaríamos para a maternidade dobradas .... Viajei com meu marido esses dias para tentarmos retomar a vida. Estamos buscando e recebendo ajuda em todas as esferas. Tudo o que disse me tocou. A dor é imensa e agora estamos recomeçando aos poucos. É difícil explicar o que se sente e talvez ninguém "de fora" entenda. Para nós, mães que passamos por tal perda, a sensação de vazio é muito grande. Uma solidão, em meio a muita gente querida que faz de tudo para nos ver bem novamente. O jeito agora é aguardar o tempo de Deus e dessa forma, esperar que haja um propósito maior para tudo isso. Rezo muito pela minha anjinha e tenho certeza de que ela me protege e me guia onde quer que esteja.

Daniele disse : Guest Report 4 years ago

Oi Dani,lendo seu relato me lembrei: eu cuidei do Theo ! Me lembro dele direitinho,me lembro que eu o chamava(com muito carinho) de trequinho.Eu tenho um cartão com o poema e os desenhos de homenagem a ele.Vocês foram agraciados com um menino lindo e guerreiro e ele com pais cheios de amor,tenho certeza que ele aproveitou cada minuto desse amor e logo voces irão se ver !

Fernanda disse : Guest Report 4 years ago

Nossa... !! chorando muito com o seu depoimento, não deve ter sido fácil essa perda !! um grande abraço

Ana nana disse : Guest Report 4 years ago

Ufa..emocionada em ler seu depoimento...respirando fundo.Há três meses meu Joaquim se encantou..meu beija flor voou .... com 38 semanas seu coraçãozinho parou de bater, não sabemos a causa, estava tudo bem conosco, nada constatou nos exames. Estava tudo preparado para recebe lo,fizemos um lindo chá de Bebê, os familiares e amigos reunidos, recordo o quanto ele foi desejado e esperado...as experiências vivenciada com Joaquim intra uterina foram plena, falo que foi os 9 meses mais felizes da minha vida.. Quando ele foi para meus braços, me veio um sentimento de gratidão e amor,eu era amor,...a dor da perda estava sendo transmutada em amor.. Agradeci meu FILHO Joaquim Samadhi por ter me feito mãe....

Daniela disse : Guest Report 4 years ago

Muita força pra vc Silvana ! Obrigada de coração por contar sua historia ! Um beijo carinhoso !

Daniela disse : Guest Report 4 years ago

Daiana ! Obrigada por me contar sua história com o Antônio ! Um beijoo carinhoso pra vc no coração !

DAIANA disse : Guest Report 4 years ago

Daniela, lendo sua estória, chorei e senti uma tristeza enorme, por relembrar a minha.... Também tenho um anjinho no céu... ele se chamava Antônio. Sabe, me identifiquei muito com seus pensamentos e atitudes.... só quem já perdeu um dia sabe o tamanho da dor. Perdi meu Antonio com 37 semanas de gestação, comecei com um sangramento... e depois disso veio mais coisas, tive uma embolia pulmonar, a qual faço tratamento até hoje... Nossa, me passou um filme aqui... Mas, enfim, sinta-se abraçada e sinto muito pela sua perda, mas tenho certeza de que lá de cima estão olhando por nós!!! Esse é o meu consolo....

Silvana disse : Guest Report 4 years ago

Eu me identifiquei muito com sua história devida e porque não dizer superação. A algum tempo passei por uma situação muito parecida:Tive uma gestação que foi interrompida no oitavo mês, mas até este ponto já sabia que poderia nascer ou não pois tinha um problema genético (Síndrome de Edward). Passados 5 anos tenho um filho lindo de 4anos, mas a saudade dela existe para sempre.Muita força para você.

Regina Ferreira disse : Guest Report 4 years ago

Chorei, me emocionei, pude até visualizar o Théo em pensamento! Ele deve estar muito feliz em saber que tem uma mãe assim, tão cheia de amor e sensibilidade. Acho que Deus não podia ter dado uma mãe melhor para ele, ele pôde sentir o que é o amor de mãe, imbatível e inabalável, ele sabe que foi amado. Bjs mamãe e bjs Théo, vc é um anjo lindo que vai sempre estar ao lado da mamãe espiritualmente.

Deborah Kopke disse : Guest Report 4 years ago

Dany, Que história maravilhosa. Testemunho sua vida, força e superação. Assim como o Theo. As fotos me tocaram profundamente, foi a primeira vez que as vi. Um abraço cheio de carinho, Deh

Dione Mesquita disse : Guest Report 4 years ago

Me emocionei mto com a sua história, uma linda história de amor.Eu sei exatamente o que vc sentiu e ainda sente.Minha dor foi duplamente dolorosa.Foram duas perdas consecutivas, duas gestaçoes, dois meninos.A dor é inexplicável, mas a espiritualidade , a fé em Deus, me fez forte.Hoje apenas lembranças.Nada nos acontece por acaso.Vc ainda vai receber mtas bençãos, pode acreditar. Mta paz!!

Sarah Isabella Barreto da Silva Metzker disse : Guest Report 4 years ago

Pareceu q essa história foi escrita por mim, tamanhas são as coincidências (1o. filho, 6o. mês, Eclampsia, Vila da Serra, Frederico Peret, perda, dor, saudade...). Apenas poucos detalhes e poucos anos são diferentes. Para mim já são 6 anos em que sou mãe do Igor , mas que não o tenho comigo. É uma ferida q ainda sangra. Uma dor q não cessa. Mas seguir em frente é meu dever. Abraços, querida.

Cristina Diniz disse : Guest Report 4 years ago

MÃE TAMBÉM SE CHAMA FORTALEZA...EM TODOS OS SENTIDOS!

FATIMA BOAS disse : Guest Report 4 years ago

MTO LINDA SUA HISTORIA ,SEI QUE EH E FOI MTO TRISTE,MAS VCS DEMONSTRARAM E VIVERAM UM GDE AMOR PELO THEO !!!!PARABENS PELA PESSOA FORTE QUE VC EH .DEUS NAO FAZ E DAH NADA QUE A GENTE NAO CONSIGA CARREGAR.E SE ELE LEVOU O THEO ,EH PQ TINHA UM PROPOSITO NA VIDA DELE.SEJA FORTE E ORE,PECA A DEUS QUE TE FORTALECA AINDA MAIS E AGRADECA PELA EXPERIENCIA QUE ELE DEU PRA VCS .ELAS SAO SEMPRE DEGRAUS PRA NOSSAS VIDAS!!!!!SEU THEO ESTAH COMO UM ANJO,UMA ESTRELINHA....JUNTINHO DE DEUSSSS....AGRADECA E FACA SEMPRE ORACOES ....AS ORACOES MUDAM TUDO!!!!!DEUS EH FIEL E SABE OQUE FAZ!!!!!!PROCUREM A CASA DE DEUS,SOMOS TEMPLOS DELE,MAS ELE GOSTA COMO DIZ NA BIBLIA QUE FAZEMOS MORADA NA CASA DELE.EM NOME DE JESUSS.FIQUEM COM DEUSSSSS!!!!!ABRACOS GUERREIRA DO SR!!!!!!

CAROLINA RIBEIRO disse : Guest Report 4 years ago

Eu passei pela dor da perda, minha segunda gestação, era uma menina.. Muito desejada, e eu teria o meu sonhado casalsinho! Com 21 semanas ela se foi, mas a dor permanece por quase 290 dias! As vezes penso q nunca vai passar, e alguns sentimentos são tão parecidos com o dessa história! Choro lendo esse relato, vivo tudo dnovo, mas não pude pegar minha princesa no colo, nem abraçar, nem beijar, eu a vi sendo colocada dentro de uma plástico, eu a abortei numa cama de um quarto entre dores com um ginecologista olhando p mim de braços cruzados sem nada fazer! Era eu e ela, eu por ela naquele momento. É um dor imensurável, inexplicável, e que jamais deveria ser sentida por ninguém ! Muita saudade, amor e dor é o que resta!

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