08 de outubro de 2013
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Leitinho das crianças

“Ana, que cheiro forte é esse no armário?” Foi a pergunta que fiz à minha ajudante quando senti aquele odor todo. Mexemos nos pacotes de feijão, de macarrão, conferimos os alimentos enlatados e nada. Descobrimos que o cheiro vinha de uma caixa longa vida de leite Itambé, fechada e dentro do prazo de validade. Descartamos a caixa sem maiores alardes. Na época, não tive tempo de reclamar junto à empresa. Mas uma ordem foi dada: leite Itambé jamais! Desde esse dia, passei a não confiar mais na marca. A gente tem filho e fica mais chata com essas coisas. Imagina minha filha comer algo estragado? Há muito tempo não consumo a marca de leite com vaquinha na caixa, uma outra marca. Quando tomo, sinto cheiro de curral. Não… Não… Então passei a comprar Leitíssimo. Saboroso, embalagem linda de garrafinha, que me remete à forma antiga de distribuição do leite. Mas é caro… 

 

De cara virada para o leitinho das crianças – pela padecente Manu São Pedro

Quando vi o post da Bebel informando sobre a visita à fábrica da Itambé, achei que seria uma boa participar. Daria um voto de confiança à marca que comprávamos há muitos anos, com produtos produzidos no meu estado. Caso a visita fosse boa e a má impressão passasse, meu bolso agradeceria. Afinal, sempre achei melhor o custo benefício da Itambé. E também seria legal ver como são feitos os produtos que conhecemos apenas acabados! 

E lá fomos nós: eu, meu marido, Cris, Bebel, Renata, Patrícia, Fernanda. Participar dos eventos do Padecendo é sempre muito bom. Conhecer as mamães até então virtuais é sempre muito prazeroso. 

Chegando na Itambé, fomos recebidas pelo gerente da fábrica e pelo gerente de produção, que fizeram uma apresentação geral da empresa e de seus produtos. O que deveria ser uma exposição rápida, virou um bate papo de horas. As pitaqueiras de plantão perguntaram de tudo, sem pudor! Sugerimos embalagens, novos sabores, perguntamos sobre cada detalhe do processo de produção e distribuição, sobre o descarte e ações ambientais.

Após esse momento, nos fantasiamos com macacões, botas brancas, óculos de proteção, protetores auriculares e luvas. Ficamos uma beleza só! Então partimos para a visita às dependências da fábrica. Vimos como são envasados o leite, iogurte e requeijão, como os produtos recebem o rótulo ou o canudinho e vão caminhando, enfileiradinhos, até o local onde são empacotados e armazenados para a distribuição. Ver aquelas maquininhas trabalhando com tanta eficiência foi legal demais!

Ainda fizemos um teste cego experimentando três marcas de iogurte grego, dentre elas o novo lançamento da Itambé. E ganhamos uma bolsa térmica cheia de produtos! Na conversa franca que tivemos com o pessoal da Itambé entendi o rigor na limpeza, esterilização e controle de qualidade dos produtos em várias etapas do processo de produção.

Quando questionei o cheiro forte da caixinha de leite na minha despensa, entendi que, durante o processo de transporte, distribuição e armazenagem no supermercado, a embalagem corre o risco de ser danificada, e uma abertura microscópica da mesma pode acarretar um processo de fermentação ou apodrecimento do alimento. Se isso ocorre ainda dentro da fábrica, todo o lote é descartado. Mas se ocorre depois da saída do produto, a empresa só tem como saber se nós, consumidores, a informarmos.

O gerente da fábrica nos garantiu que todas as reclamações recebidas são investigadas com rigor para tomada de providências. Depois de ter acesso à informação e ser esclarecida em minhas dúvidas, fiz as pazes com a Itambé. Valorizo empresas que de fato estão dispostas a ouvir o consumidor. Não dou conta do buraco negro dos call centers. E uma nova ordem foi dada: na hora de comprar leite, daremos preferência ao Itambé!  

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