22 de agosto de 2014
Comentários( 8 )

A osteomielite do Davi

Vivi em dezembro do ano passado e que representou na minha vida um marco muito importante. Um momento de extrema intimidade com Deus, onde tive a chance de perceber o quanto somos indefesos, seres humanos e totalmente expostos a toda e qualquer situação. E o principal, o quanto somos iguais. Mães que trabalham fora ou não e que, com ou sem babás, fazem de tudo pra proteger seus filhos.

Davi, meu filho mais velho que agora está com nove anos, anda na ponta dos pés desde os dois anos. Sempre que eu o levava no pediatra escutava que ia passar com o tempo, mas, ano passado, achei que precisava dar um basta nisso, ele tinha oito anos, e comecei a correr atrás de resposta. Ortopedistas, Terapeutas ocupacionais, fomos a todos os profissionais que poderiam nos dar respostas. Meu medo era (agora menos do que antes) que ele sofresse algum tipo de preconceito ou de bullying conforme crescesse. Uma T.O aqui de São João Del Rei começou a cuidar dele e, embora a marcha não melhorasse muito, ela indicou que Davi fizesse jiujitsu e algum outro esporte coletivo. Então, além da natação, escola, inglês, as sessões com a T.O ele começou com o basquete. Apesar da rotina pesada e ainda carregando o menor (Pedro está agora com três anos e 10 meses) eu estava me sentindo bem, satisfeita com meu empenho, dedicação, e até um pouco orgulhosa disso tudo. A supermãe que parou de trabalhar pra cuidar dos filhos. Era assim que me sentia. Tinha (achava que tinha) o controle nas mãos, levava os filhos pra lá e pra cá, até que um belo dia meu mundo caiu.

A osteomielite do Davi

Numa quinta-feira, cinco de dezembro de 2013, Davi acordou mancando e não conseguia pisar direito. Na hora todos nós pensamos que ele podia ter se machucado em alguma de suas atividades, embora ele dissesse que não. A noite começou com dor na perna e febre. Epa! Febre? Como assim? Imediatamente percebi que os dois sintomas tinham algum tipo de relação. Liguei pra pediatra dele e contei a situação e ela me disse que o levasse na manhã seguinte ao consultório, pois poderia ser algo mais grave como uma artrite séptica. Às oito horas estávamos lá e ele mal andava. Raio X e exame de sangue feitos na hora não mostraram nada… a pediatra e eu com uma pulga atrás da orelha. Poderia ser uma virose que não tivesse nada a ver com a dor na perna, que poderia ser muscular. Pediu que o observasse no sábado e domingo, mas ele piorou muito! Passou o fim de semana inteiro com dores e febre alta. Esse é o momento que ainda carrego comigo, de culpa, de atraso. Porque esperei até segunda? Porque não peguei o carro e não fui para o Rio ou BH atrás de um ortopedista infantil?  A vida da gente é assim, sempre nos culpando por alguma coisa, mas ok. O tempo não volta, e apesar do meu atraso, da minha culpa, Davi teve muita sorte. Na segunda a pediatra resolveu repetir o exame de sangue, que dessa vez mostrou todos os resultados altíssimos para infecção. Ela o internou para conseguir fazer uma ressonância imediatamente. Meu marido achando que eu estava neurótica, que não era nada, mas eu sabia, com essa intuição que Deus presenteou a cada mãe, eu sabia que o resultado não seria bom. Mas eu não estava preparada para o resultado: Fissura óssea e OSTEOMIELITE na tíbia da perna esquerda!

Osteomielite

(grego osteos = osso + myelós = medula) é, em princípio, inflamação óssea, usualmente causada por infecção, bacteriana ou fúngica, que pode permanecer localizada ou difundir-se, comprometendo medula, parte cortical, parte esponjosa e periósteo.

Davi não tinha tido nenhuma fratura exposta, nenhum trauma, nada que pudesse indicar algo tão sério, mas a ressonância e os demais exames estavam ali. Eu, desesperada com o que lia e descobria sobre a doença, fiquei sem chão. Como ele estava respondendo aos antibióticos por via venal, a pediatra me disse que o manteria ali por pelo menos 15 dias.

O Padecendo mudou essa história. No mesmo dia compartilhei no grupo a situação. Desesperada pedia por indicação de ortopedistas pediátricos, porque em São João Del Rei não existe esse profissional e o ortopedista da Santa Casa mal viu meu filho. Acho que desde já era Deus cuidando do meu menino e reservando para ele algo muito melhor. Através de indicações das padecentes cheguei ao Dr. Rodrigo Galinari uma semana antes do Natal, ele estava viajando e os outros indicados estavam de ferias!

Mais uma vez o meu Deus esteve conosco. A nossa querida padecente Claudia Costa me chamou inbox. Ela é prima do Dr. Rodrigo e, o que parecia impossível, aconteceu! Ele me atendeu, atendeu aquela ligação de uma mãe desesperada vendo o filho com uma doença terrível que fez com que minha melhor amiga e vizinha sofresse por mais de 25 anos. Ele atendeu meu telefonema e dali pra frente só me lembro de ter passado o telefone para a pediatra do Davi. Ele conseguiu uma vaga para o Davi no São Camilo, ela conseguiu o avião pra fazer a transferência imediata do meu filho. A essa altura ele já estava com taquicardia e a base de Tramol, tamanha dor.

A minha dor era na alma! Via o Davi sofrendo e não via o meu Pedro. Minha mãe estava com ele, mas mesmo assim me sentia culpada. Quem precisava de mim era Davi! Entrei com ele no avião e fomos. Meu marido veio de carro com minha sogra e chegaram junto com a ambulância.

No São Camilo um ortopedista nos aguardava. Fotografa a perna, a ressonância, os exames de sangue e envia para o Gallinari. E esse, imediatamente dirigiu por uma hora e foi atender meu filho. Um anjo! Sim, eu acredito em anjos, não de asas, que saem voando por aí, mas nesses que são usados por Deus! Davi entrou pra cirurgia as vinte e duas horas de um sábado à noite e seu diagnostico foi confirmado. Osteomielite aguda, já havia pus na medula. Foi um bom diagnóstico, considerando-se o fato de que ele entrou para a cirurgia com a suspeita de um câncer, o sarcoma de Edwing. Graças a Deus foi apenas uma suspeita porque a perna não estava nem inchada e nem quente, sinais de infecção. Foi uma cirurgia grande, a infecção já estava avançada, isso porque não houve um ortopedista competente na Santa Casa de São João Del Rei. Foi nossa sorte, porque essa cirurgia se não fosse muito bem feita ele teria sequelas terríveis. Passamos Natal e Ano Novo no hospital. Minha saudade de Pedro era tanta que aluguei um Flat pra minha sogra levá-lo a BH para que eu o visse no Natal. Davi ficou mais treze dias internado tomando antibióticos fortíssimos na veia. Não tenho como agradecer o carinho que recebi do grupo, com mensagens de apoio, orações e muitos mimos. Sim, isso mesmo. Bombons, tortas de Bis, livrinhos, presentes. Foram tantas as padecentes que nos trataram com carinho que nem ouso citar nomes por medo de me esquecer de alguém.

 

Tivemos momentos difíceis, de medo, questionamentos. Os curativos de Davi eram terríveis! Apesar de ele entender e tentar colaborar precisava do pai segurando os seus braços e eu segurando a perna sadia. Saia de lá arrasada! Queria aquele sofrimento para mim. Davi foi forte, guerreiro!

osteomielite

Depois de sair do hospital foram mais dois meses de antibióticos, curativos, um mês de cadeira de rodas e mais um de muletas. Ele voltou a andar com as muletas na semana que as aulas começaram. Hoje, oito meses depois da cirurgia, ele corre pra lá e pra cá, voltou a fazer natação, não quis voltar para o basquete. Preferiu o futebol. A cada tombo, cada pancada, meu coração quase explode. Como o próprio Dr. Rodrigo disse, ele tem na perna um tipo de “vulcão adormecido”. Pode nunca mais ter outro episódio de osteomielite, mas não há como garantir.

Sabe o que aprendi? Que por mais que eu ame e cuide de Davi eu não posso evitar que ele viva. Eu sou apenas um instrumento nas mãos de Deus para cuidar dele e de Pedro. Aprendi que nunca serei essa supermãe que eu me imaginava. Aprendi que dependo totalmente de Deus. Sabe como Davi contraiu essa doença? Ele teve um tombo em casa na altura do chão mesmo (depois a gente acabou se lembrando), estava com muitas lesões na perna provocadas por mordidas de mosquito, e provavelmente teve contato com alguém com uma infecção de garganta (Staphylococcus aureu, foi a bactéria identificada, a mesma da amigdalite) e contaminou a lesão na perna dele, fazendo com que a bactéria se alojasse na fissura que o tombo provocou. Esse caso foi raro! Geralmente a osteomielite acontece depois de uma fratura exposta, um tiro, algo assim. Mas não! Foi assim, bem embaixo dos meus olhos, sob meus cuidados que meu filho contraiu essa doença terrível. Mas ao invés de blasfemar ou ficar me lamentando, agradeço a Deus por ter sido tão misericordioso e ter aberto tantas portas, começando no Padecendo, com uma anjinha, que me levou a outro anjo. Estamos bem! Alertas, com rotina de idas ao consultório do ortopedista para sempre! E se ele tiver outra vez? Vamos encarar mais uma batalha, mas agora já conhecemos o caminho, a doença e os resultados. Davi continua andando na ponta dos pés, agora o Dr. Rodrigo vai começar a traçar um caminho para esse tratamento, ele não tem nenhum encurtamento, nada físico que o leve a essa marcha. Estou dando outro valor a isso tudo… e se ele andar assim por muitos anos ainda? Se ele estiver bem, eu estarei bem! Que fique apenas um conselho, queridas amigas, se o coração de mãe for acionado, siga o caminho que ele indicar. Uma febre, uma dor, qualquer sinal que seu filho apresentar precisa de uma resposta. E, às vezes, a gente não pode esperar.

Ana Boechat Nunes

 

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8 Avaliação de A osteomielite do Davi

Aurineri Damaceno disse : Guest Report 4 weeks ago

Estou nessa luta também, meu menino "Murillo" de apenas 5 anos, foi diagnosticado com artrite séptica em fevereiro, apesar de corrermos rápido, em apenas três dias após aparecerem os primeiros sintomas, ele tava internado e recebendo os antibióticos. A bactéria é severa "staphylococcus aureus", Murillo ficou internado por 39 dias de início, muitos antibióticos e 5 procedimentos cirúrgicos pra drenagem, meu chão desmoronando, dos 39 dias de internação, 27 foram na UTI. Murillo teve alta, após 1 mês em casa e mesmo com todos os acompanhamentos, as dores voltaram e pra nossa tristeza o quadro evoluiu pra "OSTEOMELITE". Mais uma vez sem chão, voltamos para o hospital, mais 2 procedimentos pra limpeza e um parafuso no fêmur devido uma fratura patológica devido a osteomelite. Mais 29 dias de internação, hj ele tá em casa, com as pernas imobilizadas, na próxima semana voltamos pro hospital pra retirada do gesso. Tem horas que parece que esse pesadelo não vai acabar. Já são 4 meses sem andar, 7 cirurgias só na região do quadril esquerdo e fêmur e ele... Meu menino? Me surpreende a cada dia, mesmo diante de tantas dores, sem poder sair da cama, ele não reclama, me diz que logo ele vai sarar e eu? Só pedindo forças a Deus e que isso TD passe logo. Deus é maior que tudo.

Edílio e Lucy disse : Guest Report 4 months ago

Sua história é o ctrl c, ctrl v da nossa. Viajamos com nosso filho, na semana de seu aniversário de 11 anos, na volta para casa já começou a reclamar de dor no tornozelo, não demorou e já apareceu o inchaço, a febre a temperatura alta e a vermelhidão no local. Fomos de imediato no hospital, os exames não identificaram nada demais, foi feita a imobilização, já que podia tratar-se de uma torção, mas a febre sempre voltava após o efeito da medicação. A dor foi aumentando, o quadro foi se agravando, em uma semana fomos pelo menos 4 vezes ao hospital, repetimos várias e várias vezes exames de sangue, raio x, etc. até que o ortopedista entrou com uma medicação, anti-inflamatório + antibiótico, já suspeitando, mas lamentavelmente o quadro não regrediu, com taxas de infecção altíssimas, não teve jeito, a tomografia confirmou, “osteomielite” no quadro agudo, de origem hematogênica, uma vez que ele não sofreu nenhuma fratura. Mas de onde veio, como, porque?. Nosso filho é alérgico a picada de insetos, naquele fim de semana banhamos de cachoeira, fizemos trilha, banhamos de piscina enquanto chovia, vendo o relato acima, ficou claro como tudo aconteceu. Quando o ortopedista anunciou a cirurgia, nossos corações foram a mil, como poderia, uma criança saudável, super bem cuidada chegar aquele ponto? A sensação de derrota é imediata, mas dada a situação, junto com a sensação de fracasso, veio uma onda de força e de Fé nunca experimentada por nós, e foi baseado nessa confiança, e sobretudo na Fé que seguimos, corremos, adiantamos exames e tudo mais que podíamos, sempre muito bem auxiliados pelo Dr Walter, ortopedista/traumatologista do Hosp. Santa Marta em Taguatinga/Brasília. Nosso guerreiro internou-se em um sábado cedo, passamos o dia inteiro correndo com os exames, nós eu e sua mãe acabamos acampando no hospital também, e no dia seguinte já foi realizada a cirurgia (drenagem do liquido(pus), foi necessário inclusive fazer um pequeno furo no osso para fazer uma limpeza mais detalhada). Nós estávamos devastados, quanto mais a gente estudava sobre osteomielite, mais angustiados ficávamos, pois as pesquisas sempre traziam muita informação desencontrada, mesmo o médico nos tranquilizando, o coração não se acalmava. De pouco a pouco fomos contabilizando vitórias, diagnóstico precoce, cirurgia bem sucedida, médico atencioso, boas instalações hospitalares, boa recuperação, tudo caminhando para o sucesso absoluto, na quinta feira nosso rapaz recebeu alta, exames estabilizados, quadro evoluindo de maneira muuuito positiva, ponto para nós. Colhido material e identificada a bactéria “staphylococcus aureus”, foi feito o ajuste do antibiótico, iniciou-se mais um round dessa luta, mas até então, tudo a nosso favor, fechado o ciclo do antibiótico fizemos mais um exame laboratorial, taxas perfeitas, pronto, nosso guerreiro vencia aquela guerra, a vida voltou a sorrir, duas semanas depois já estava andando de muletas, mais duas semanas já na fisioterapia, fez 20 sessões, hoje 11/03/2019, passados exatos 106 dias da cirurgia, ele joga futebol, corre, faz natação, pedala, atividades 100%, mas é claro, ele nem sonha que eu e a mãe dele ainda não nos libertamos daquela aflição, mas como bem você disse, precisamos deixar ele viver, se o destino quiser que esse vulcão se manifeste, já sabemos a quem procurar, o pedido de socorro seria imediato. Seguimos vivendo um dia de cada vez, confiantes na misericórdia no Senhor e feliz a cada gol que ele faz, a cada volta de bicicleta, ainda não temos um diagnóstico fechado se ficou ou não sequelas em relação ao crescimento, mas confiantes em Deus como somos, seremos agraciados com mais essa benção. Força, amor e Fé. Edílio, Lucy e Yuric.

Edílio e Lucy disse : Guest Report 4 months ago

Sua história é o ctrl c, ctrl v da nossa. Viajamos com nosso filho, na semana de seu aniversário de 11 anos, na volta para casa já começou a reclamar de dor no tornozelo, não demorou e já apareceu o inchaço, a febre a temperatura alta e a vermelhidão no local. Fomos de imediato no hospital, os exames não identificaram nada demais, foi feita a imobilização, já que podia tratar-se de uma torção, mas a febre sempre voltava após o efeito da medicação. A dor foi aumentando, o quadro foi se agravando, em uma semana fomos pelo menos 4 vezes ao hospital, repetimos várias e várias vezes exames de sangue, raio x, etc. até que o ortopedista entrou com uma medicação, anti-inflamatório + antibiótico, já suspeitando, mas lamentavelmente o quadro não regrediu, com taxas de infecção altíssimas, não teve jeito, a tomografia confirmou, “osteomielite” no quadro agudo, de origem hematogênica, uma vez que ele não sofreu nenhuma fratura. Mas de onde veio, como, porque?. Nosso filho é alérgico a picada de insetos, naquele fim de semana banhamos de cachoeira, fizemos trilha, banhamos de piscina enquanto chovia, vendo o relato acima, ficou claro como tudo aconteceu. Quando o ortopedista anunciou a cirurgia, nossos corações foram a mil, como poderia, uma criança saudável, super bem cuidada chegar aquele ponto? A sensação de derrota é imediata, mas dada a situação, junto com a sensação de fracasso, veio uma onda de força e de Fé nunca experimentada por nós, e foi baseado nessa confiança, e sobretudo na Fé que seguimos, corremos, adiantamos exames e tudo mais que podíamos, sempre muito bem auxiliados pelo Dr Walter, ortopedista/traumatologista do Hosp. Santa Marta em Taguatinga/Brasília. Nosso guerreiro internou-se em um sábado cedo, passamos o dia inteiro correndo com os exames, nós eu e sua mãe acabamos acampando no hospital também, e no dia seguinte já foi realizada a cirurgia (drenagem do liquido(pus), foi necessário inclusive fazer um pequeno furo no osso para fazer uma limpeza mais detalhada). Nós estávamos devastados, quanto mais a gente estudava sobre osteomielite, mais angustiados ficávamos, pois as pesquisas sempre traziam muita informação desencontrada, mesmo o médico nos tranquilizando, o coração não se acalmava. De pouco a pouco fomos contabilizando vitórias, diagnóstico precoce, cirurgia bem sucedida, médico atencioso, boas instalações hospitalares, boa recuperação, tudo caminhando para o sucesso absoluto, na quinta feira nosso rapaz recebeu alta, exames estabilizados, quadro evoluindo de maneira muuuito positiva, ponto para nós. Colhido material e identificada a bactéria “staphylococcus aureus”, foi feito o ajuste do antibiótico, iniciou-se mais um round dessa luta, mas até então, tudo a nosso favor, fechado o ciclo do antibiótico fizemos mais um exame laboratorial, taxas perfeitas, pronto, nosso guerreiro vencia aquela guerra, a vida voltou a sorrir, duas semanas depois já estava andando de muletas, mais duas semanas já na fisioterapia, fez 20 sessões, hoje 11/03/2019, passados exatos 106 dias da cirurgia, ele joga futebol, corre, faz natação, pedala, atividades 100%, mas é claro, ele nem sonha que eu e a mãe dele ainda não nos libertamos daquela aflição, mas como bem você disse, precisamos deixar ele viver, se o destino quiser que esse vulcão se manifeste, já sabemos a quem procurar, o pedido de socorro seria imediato. Seguimos vivendo um dia de cada vez, confiantes na misericórdia no Senhor e feliz a cada gol que ele faz, a cada volta de bicicleta, ainda não temos um diagnóstico fechado se ficou ou não sequelas em relação ao crescimento, mas confiantes em Deus como somos, seremos agraciados com mais essa benção. Força, amor e Fé. Edílio, Lucy e Yuric.

Luciana disse : Guest Report 2 years ago

O meu filho aos 13 anos apresentou o mesmo problema. Algumas feridinhas apareciam na perna, mas eu acreditava que eram furúnculos, devido à quantidade de pus que saia. Até que um belo dia dormiu, e quando acordou não conseguia mais andar. Foram noites e noites em claro, pois a dor aumentava muito durante a noite. Foram quase dois meses até conseguir encontrar um médico que me desse uma outra possibilidade que não fosse "entorse". Era nítido que não era entorse. Pela forma como ele ficou, para que fosse isso, era necessário que ele tivesse rompido o tendão de tanto tempo que ficou sem andar. Após várias idas à emergência, finalmente apareceu um anjo que deu um novo possível laudo. Duas possibilidades que me amedrontaram: Tumor de Erwing ou Osteomielite (que eu nunca havia ouvido falar). A cada consulta, nos sentíamos no consultório do Dr. House. Inúmeros estudantes olhando aqueles exames extremamente interessados no caso raro de se ver. Uma pessoa sadia, que adquiriu uma infecção tão profunda. Acredito que esta foi a nossa sorte. Após as possibilidades recém descobertas, os médicos deram uma atenção extraordinária ao caso dele. E depois de toda aquela longa jornada para cumprir a extensa bateria de exames, finalmente ele conseguiu passar pela cirurgia. Já são 9 meses sem caminhar (só caminha com o uso de muletas). Mas só de saber que conseguimos uma resposta para o problema dele e que já está sendo tratado por excelentes profissionais (todos da rede pública de saúde), já é um grande alívio. Agora é só aguardar cenas dos próximos capítulos.

Josyelhe Coutinho disse : Guest Report 2 years ago

Que história incrível. Que ótimo que agora as coisas estão bem. Dr. Rodrigo Galinari é incrível. Tive o prazer de conhecer. Quando meu filho tinhas 2 para 3 meses de vida percebemos que ele inclinava o pescoço somente para um lado. E depois de passar por dois ortopedistas que disseram que não era nada, conheci ele, e já na primeira consulta deu o diagnóstico. Meu filho tinha torcicolo congênito. E precisamos fazer fisioterapia urgente, pois se o músculo não fosse exercitado poderia não voltar mais a ser flexível e ele ficaria com o pescoço torto, e poderia ter uma série de problemas por isso. Graças a Deus encontrei ele e hoje meu filho não tem nenhum problema. Abraço forte.. Que Deus abençoe sua família. E esse vulcão tenha um sono eterno.

Luiz Oliveira disse : Guest Report 2 years ago

me emocionei muito. Parabéns pela persistência e fé!

Ana Beatriz disse : Guest Report 3 years ago

Querida, que bom ler isso. Já se passaram mais de 2 anos e ele está ótimo! Uma vez por ano faz Raio x e o ortopedista o acompanha. E acada dia vamos seguindo mais tranquilos e confiantes em Deus. Beijos!!!

Rosalee Lage disse : Guest Report 4 years ago

Oi Ana. Testemunho emocionante esse. Só queria mesmo tranquilizar você. Eu tenho 37 anos e a 34 tenho um vulcão adormecido na perna direita também. Tive osteomelite e só me lembro da dor escruciante. Tenho vida absolutamente normal e o vulcão até hoje não acordou. Que o seu filho tenha a mesma bondade de Deus sobre ele e que a vontade do Pai prevaleça sobre a vida do seu filho.

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