30 de novembro de 2018
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7 motivos importantes para a vacinação de seus filhos

Manter os filhos protegidos e saudáveis é objetivo de qualquer pai e mãe, mas será que eles sabem como protegê-los de doenças graves? A imunização é uma das melhores formas de proteção contra doenças sérias como meningite, poliomielite, catapora e pneumonia, que podem até levar a óbito, especialmente crianças pequenas.1,5 As vacinas reduzem o risco de infecção, estimulando as defesas naturais do corpo, ajudando-o a desenvolver a imunidade à doença.1

O Ministério da Saúde orienta a vacinação das crianças de acordo com o calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e todas as vacinas indicadas no PNI estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS).2,5

Algumas vacinas estão disponíveis somente na rede privada. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) também possuem caléndários de vacinação com recomendações para a imunização das crianças.3,4

Confira abaixo alguns motivos importantes para os pais pensarem na prevenção dos seus filhos.

7 motivos importantes para a vacinação de seus filhos

1 – As vacinas podem proteger os seus filhos de doenças sérias5,6

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação ainda é a melhor forma de prevenção das doenças. As vacinas evitam o agravamento de doenças, internações e até mesmo óbitos.5 Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacinação em massa evita entre 2 a 3 milhões de mortes por ano e é responsável pela erradicação de doenças.6

2 – Segura e efetividade das vacinas.7,9

As vacinas são efetivas e protegem contra muitas doenças sérias. Antes de serem disponibilizadas ao público passam por rigorosos testes de segurança e eficácia, além de serem avaliadas por órgãos regulatórios (Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA).9 As vezes após a vacinação algumas pessoas podem apresentar sintomas leves, como vermelhidão no local da injeção e febre, mas esses sintomas são brandos e de curta duração. As vacinas ajudam a desenvolver a imunidade sem causar a doença. Elas estimulam o corpo a desenvolver a proteção para que o organismo reconheça e combata a doença.7

3 – A importância da vacinação para a proteção coletiva.8

Alguns bebês e crianças não podem receber determinadas vacinas devido a alergias graves, sistemas imunológicos debilitados ou outras razões. Para ajudar a mantê-los protegidos, é importante que você e seus filhos sejam imunizados. Isso não apenas protege sua família, mas também ajuda a prevenir e evitar a disseminação de doenças para essas pessoas.8

4 – As vacinas não causam autismo.9

Muitos estudos sérios verificaram que não existe relação entre a vacinação e o desenvolvimento do autismo. Em 1998, foi publicado um artigo em que o autor afirmava ter encontrado relação entre uma vacina e o autismo. Mais tarde, descobriu-se que ele havia manipulado os dados. O autor foi criminalmente responsabilizado, teve o registro médico cassado e o artigo foi retirado dos arquivos da revista Lancet, onde fora publicado.9

5 – Receber muitas vacinas não sobrecarrega o sistema imune da criança.10

Pelo contrário, ajuda a oferecer desde cedo a proteção contra as doenças. Mesmo quando o bebê recebe diversas vacinas no mesmo dia, essas vacinas contêm apenas uma pequena fração dos antígenos com os quais ele naturalmente se depara todos os dias em seu ambiente. Lembrando que o sistema imunológico de um bebê saudável luta com sucesso contra milhares de microrganismos todos os dias.10

6 – Entre as doenças graves preveníveis por vacinas, temos a meningite meningocócica.11,12,13

A meningite meningocócica é uma infecção bacteriana das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo causar sequelas e até mesmo levar a óbito.11 Ela é causada pela bactéria Neisseria meningitidis que possui 12 sorogrupos identificados, sendo que cinco deles são os mais comuns (A, B, C, W e Y).11,12

A vacinação é considerada a forma mais efetiva na prevenção da doença. Outras formas de prevenção são evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados e limpos.13

Em 2017, os sorogrupos B e C foram responsáveis pela maioria dos casos em crianças abaixo de 5 anos, sendo 53% dos casos pelo B e 25% dos casos pelo C.18 Atualmente, existem vacinas para a prevenção dos 5 sorogrupos mais comuns no Brasil, a vacina contra a meningite meningocócica causada pelo sorogrupo B e a vacina contra os sorogrupos A, C e W e Y. A vacina para a prevenção do meningococo B está indicada a partir dos 2 meses de idade até os 50 anos, somente disponível na rede privada.15

A vacina para prevenção da doença meningocócica causada pelos sorogrupos A, C, W e Y é indicada para crianças a partir dos 2 meses de idade, adolescentes e adultos, também disponível apenas na rede privada.3,14 Nos postos de saúde, a vacina contra a doença causada pelo meningococo C é gratuita para crianças menores de 5 anos de idade e adolescentes de 11 a 14 anos. 2

Importante ressaltar que a meningite meningocócica não é uma doença só de criança, cerca de 10% dos adolescentes e adultos são portadores da bactéria, mas não desenvolvem a doença.15 Apesar disso, podem transmitir a outras pessoas através da saliva e partículas respiratórias.10 Por isso a vacinação é um recurso importante para a prevenção das meningites, em crianças, adolescentes e adultos.13

 7 – As vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde.2

O Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como BCG (para prevenção da tuberculose em crianças); Hepatite B; Penta (vacina contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecção por Haemophilus influenzae); VIP/VOP (vacina inativada e vacina oral contra poliomielite – paralisia infantil); Pneumocócica (contra a infecção por pneumococo que causa meningite, pneumonia e infecção de ouvido – otite); Rotavírus; Meningite C (conjugada); Febre Amarela; Hepatite A; Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); Tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela – catapora); entre outras.2

Para mais informações, consulte o seu médico.

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Referências:

1 – CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Protect your baby with immunization. Disponível em: <https://www.cdc.gov/features/infantimmunization/index.html>. Acesso em: 03 out. 2018.

2- BRASIL. Ministério da Saúde. Vacinação: calendário nacional de vacinação. Disponível em: <http://portalms.saude.gov.br/acoes-e-programas/vacinacao/calendario-vacinacao>. Acesso em: 03 out. 2018.

3 – SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Calendário de vacinação da criança: recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) – 2018/2019 [atualizado até 26/08/2018]. Disponível em: <https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-crianca.pdf>. Acesso em: 03 out. 2018.

4 – SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Calendário de vacinação da SBP 2018. Disponível em: <http://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/21273e-DocCient-Calendario_Vacinacao_2018-final2.pdf>. Acesso em: 03 out. 2018.

5 – BRASIL. Ministério da Saúde. A vacinação ainda é a melhor forma de prevenir doenças. Disponível em: <http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/52650-a-vacinacao-ainda-e-a-melhor-forma-de-prevenir-contra-doencas>. Acesso em: 03 out. 2018.

6 – SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. SBP e CFM alertam a população e os médicos para a necessidade de estar com o calendário de vacinação em dia. Disponível em: <http://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/sbp-e-cfm-alertam-a-populacao-e-os-medicos-para-a-necessidade-da-estar-com-o-calendario-de-vacinacao-em-dia/>. Acesso em: 03 out. 2018.

7- CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION, Parents making the vaccine decision. Disponível em https://www.cdc.gov/vaccines/parents/vaccine-decision/index.html Acesso em 15 Out 2018.

8 – U.S. DEPARTMENT OF HEALTH & HUMAN SERVICES. Five important reasons to vaccinate your child. Disponível em: <https://www.vaccines.gov/getting/for_parents/five_reasons/index.html>. Acesso em: 03 out. 2018.

9 – SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Imunização: tudo o que você sempre quis saber. Rio de Janeiro: RMCOM, 2016. 277 p. Disponível em: <https://sbim.org.br/images/books/imunizacao-tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber.pdf >. Acesso em: 03 out. 2018.

10 – CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Infantimmunizations FAQs. Disponível em: <http://www.cdc.gov/vaccines/parents/parent-questions.html>. Acesso em: 03 out. 2018.

11 – WORLD HEALTH ORGANIZATION. Meningococcal Meningitis. Disponível em: <www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/meningococcal-meningitis>. Acesso em: 03 out. 2018.

12 – SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Doença meningocócica (DM). Disponível em: <https://familia.sbim.org.br/doencas/88-doenca-meningococica-dm>. Acesso em: 03 out. 2018.

13 – BRASIL. Ministério da Saúde. Meningites (Saúde de A a Z). Disponível em: <http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/meningites>. Acesso em: 03 out. 2018.

14 – MENVEO [vacina meningocócica ACWY (conjugada)]. Bula da vacina.

15 – BEXSERO [vacina adsorvida meningocócica B (recombinante)]. Bula da vacina.

16 – ERVATI, M.M. et al. Fatores de risco para a doença meningocócica. Revista Científica da FMC, 3(2): 19-23, 2008.

17 – LADHANI, S.N. et al. Invasive meningococcal disease in England and Wales: Implications for the introduction of new vaccines. Vaccine, 30: 3710-3716, 2012.

18 – Pesquisa realizada na base de dados DATASUS, utilizando os limites “UF NOTIFICAÇÃO” para linha, FAIXA ETÁRIA” para coluna, “CASOS CONFIRMADOS” para conteúdo, “2017” para períodos disponíveis, “MM”, “MCC”, “MM+MCC” para etiologia, “SELECIONAR SOROGRUPO DESEJADO” para sorogrupos e “TODAS AS CATEGORIAS” para os demais itens. Disponível em: < http://tabnet.datasus.gov.br /cgi/ tabcgi.exe?sinannet/cnv/meninbr.def >. Acesso em: 15 Out. 2018.

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23 de novembro de 2018
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Convulsão febril do Benjamim

Sempre fui uma mãe tranquila, e febre nunca me assustou. Medicava, esperava 48 horas e, se não melhorasse, levava ao médico. Nunca imaginei o que seria uma convulsão febril.

Foi assim com o Breno o meu mais velho, e assim estava sendo com Benjamim, já com 1 ano e 8 meses. Ele já tinha tido febre antes, inclusive febre bem alta, e nunca teve nada.

Convulsão febril
Por Hellen Mundim Pena Veloso

Estávamos de férias na casa de praia, e Benjamim ficou gripadinho e teve febre. Ela estava baixa, não chegava a 38. Eu dei a dipirona, e meu marido deu a mamadeira de água. Fui tomar banho e meu marido começou a me gritar. Corri na nossa cama e vi Benjamim parado, com o olho aberto, sem respirar. Fiquei tão assustada que saí gritando minha irmã, que é médica.

Enquanto isso, meu marido e a babá o viraram de bruços. A cena que mais me marcou foi essa. A cabecinha dele tombando pra baixo totalmente mole, e o cabelinho dele loiro esvoaçando. Minha irmã, meu cunhado, e o marido da minha prima, todos médicos, chegaram ao quarto. Nessa altura já tinha umas 10 pessoas ali dentro, e os 3 começaram a tentar todas as manobras possíveis. Viravam ele de bruços, tapa nas costas, massagem cardíaca, respiração boca a boca.

Medo

Ninguém sabia o que estava acontecendo, ele continuava sem reação. Eu gritava, minha prima me abraçava forte e falava: calma! Calma! Ali eu tive um medo tão absurdo, que não sei descrever. Pensei que fosse perde-lo. Isso tudo durou uns longos 3 minutos. Para mim, uma eternidade. Até que eu me desvencilhei dos braços da minha prima e consegui chegar para ver seu rostinho. Foi aí que ele começou a revirar os olhinhos. Estava começando ali uma convulsão. Que durou muito pouco, acho que nem 30 segundos. Mas só de ver ele tendo alguma reação, eu juro que já fiquei um pouco aliviada. Pelo menos ele estava vivo.

Depois que a convulsão passou – que é muito parecida com a de um adulto, só um pouco menos violenta – ele começou a chorar. Um choro apático, assustado. Nenhum de nós, inclusive os médicos presentes sabia que uma convulsão febril poderia começar assim. Mas de toda maneira, o choro dele trouxe alívio pra todos nós. Então, foram muitas as dúvidas em torno do que ele teve. E por isso saímos de lá direto para o hospital. Lá deram 40 gotas de Gardenal pra ele, fizeram um monte de exames absolutamente desnecessários, talvez para dar a impressão que estavam fazendo alguma coisa. Não apareceu nenhum neurologista pediátrico. A essa altura eu já tinha contactado o pediatra dele em Belo Horizonte e ele procurou me acalmar:

“Hellen, em 40 anos de profissão, eu nunca vi uma criança morrer de convulsão febril. Fique tranquila.”

Nada como o conhecimento para nos acalmar. Passamos a noite no hospital, sei lá por quê. Eles diziam que era para observação. Eu e meu marido sentados ao lado da caminha dele, verificando cada respiração, com medo daquilo se repetir.

Já em Belo Horizonte, consultamos uma especialista. Ela nos orientou, disse que não daria nada pra ele tomar. Nada de Gardenal, aquilo era outro caso. 90% das crianças que têm convulsão febril, têm uma vez apenas. Então o procedimento era esperar 1 ano. No final de 11 meses ele teve convulsão novamente. Novamente a febre não estava alta. Dessa vez eu não estava por perto. Mas a babá, que já tinha vivido isso uma vez, conseguiu ficar mais calma. E eu também. Mas a partir desse momento, ele teve que ser medicado. Não é sempre, é somente quando ele tem febre. Mas até os 5 anos teremos que conviver com esse risco. Enquanto isso o remédio anti-convulsivante + um Alivium vão com ele pra onde ele vai. Ele nunca mais teve nada, mas sempre que começa uma febre, já damos o anti-convulsivante.

Convulsão febril

É incrível como uma “característica” tão comum em crianças desperte tantos mitos. Depois de estudar muito sobre o assunto, conversar com médicos e me informar, alguns deles caíram para mim.

  • Para uma criança ter convulsão febril, a febre não precisa estar alta.
  • Seu filho pode começar a ter convulsão febril depois de já ter tido várias febres antes.
  • Com 5 anos de idade, as convulsões acabam.
  • Convulsão febril não causa lesões cerebrais. A criança volta ao normal pouco tempo depois. A não ser, claro, que a convulsão seja longa. Aí é outro caso. Uma convulsão febril dura segundos.
  • No caso do meu filho, ele é medicado com o anti-convulsivante apenas nas primeiras 24 horas de febre. Se é uma virose e ele tem febre por 10 dias, só o primeiro dia tem risco. O restante, não mais.
  • Por fim, essa “parada” que ele teve é normal. Faz parte do processo “pré-convulsão”. O importante é a criança  estar em um local seguro, sem água por perto nem nada na boca.
  • E que Deus proteja nossos pequenos!

Publicado em 03/06/2015

Leia também:

Febre: Resposta imunológica

 

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