12 de junho de 2017
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Dia da Cardiopatia Congenita

O dia 12 de junho, marca o Dia da Cardiopatia Congenita e a Associação de Assistência à Criança Cardiopata (AACC) Pequenos Corações realizará atividades, em várias cidades para lembrar a data. No Brasil, cerca de 29 mil crianças nascem com alguma cardiopatia por ano, mas 78% delas não têm acesso ao tratamento.  Segundo a AACC, com a implantação do Teste do Coraçãozinho nos hospitais, a identificação das cardiopatias aumentou, porém, a infraestrutura para os procedimentos cirúrgicos e tratamentos necessários não foram adequados para atender a demanda. “Antes os bebês morriam e os pais não sabiam ao certo os motivos. Mas agora, as cardiopatias têm sido diagnosticadas e os óbitos ocorrem por falta e falha no atendimento, somados à burocracia para acesso às medicações, tratamentos e cirurgias no tempo adequado. No ano passado, dos casos que conseguimos acompanhar, foram mais de 60 mortes”, denuncia Larissa Mendes, diretora da AACC Pequenos Corações.

Dia da Cardiopatia Congenita

Dados do Ministério da Saúde apontam que, dos 52% de mortes na primeira infância (0 a 365 dias de vida), mundialmente, a cardiopatia é responsável por 40% dos defeitos congênitos, sendo uma das malformações mais frequentes e a de maior mortalidade. Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), no Brasil, o registro de óbitos relacionados à cardiopatia congênita é de 107 para cada 100 mil nascidos vivos, representando cerca de 8% da morte infantil. Destes, aproximadamente 30% dos óbitos ocorrem no período neonatal precoce (0 a 6 dias de vida). Entretanto, pode-se afirmar que esses dados são subestimados devido à falta de diagnóstico nos hospitais do país.

Cardiopatia Congenita

A cada cem crianças, uma nasce com cardiopatia congênita – uma alteração na estrutura ou na função do coração. De acordo com a AACC Pequenos Corações, ao menos 23 mil necessitam de atendimento diferenciado e de cirurgia cardíaca. No entanto, estima-se que 18 mil destes bebês (78%) sequer recebem o tratamento, seja por falta de diagnóstico ou de vagas na rede pública de saúde.

Atualmente, dos 64 centros habilitados no país, apenas 27 têm realizado as cirurgias cardíacas em crianças. E destes, apenas 5 são considerados de alta complexidade. Resultado: a fila de espera é grande e a conta não fecha, o que torna a situação muito distante de uma realidade aceitável.

O que é Cardiopatia Congênita?              

É qualquer anormalidade na estrutura ou função do coração, que surge nas primeiras 8 semanas de gestação, quando se forma o coração do bebê. Ocorre por uma alteração no desenvolvimento embrionário da estrutura cardíaca, mesmo que descoberto no nascimento ou anos mais tarde. É considerado o defeito congênito mais comum e uma das principais causas de óbitos relacionados às malformações congênitas.

Sintomas

Dentre os mais comuns, nota-se uma transpiração excessiva e cansaço durante as mamadas; respiração acelerada enquanto o bebê descansa; pouco apetite associado a baixo ganho de peso e irritação frequente.

O que é o Teste do Coraçãozinho?

Uma grande conquista! Incorporado aos testes de triagem em neonatais do SUS, em 2014, o Teste do Coraçãozinho é um exame simples, indolor, rápido e não invasivo, que pode indicar a probabilidade da criança ter uma cardiopatia congênita grave.

Também chamado de Oximetria de Pulso e recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, o teste deve ser feito ainda na maternidade, antes da alta do bebê, como triagem de rotina para os recém-nascidos. Ele mede a concentração de oxigênio no sangue e pode detectar um defeito cardíaco, para que a criança inicie o tratamento o mais rápido possível.

Outras formas de diagnóstico precoce, muito importantes: ultrassom morfológico mais atento ao coração do bebê. Neste exame o médico pode desconfiar de alguma malformação cardíaca e encaminhar a gestante para a realização de um ecocardiograma fetal, para um ultrassom do coração do feto que mostre o defeito cardíaco.

O eco fetal é feito após a 20ª semana de gestação. É também indicado para todas as gestantes consideradas de risco: com idade superior a 35 anos, que tenha tido outros filhos cardiopatas, portadoras de diabetes ou lúpus, com feto que tenha outras alterações ou com suspeita de síndromes, dentre outros motivos.

“Na torcida pela vida”

Atualmente, a AACC Pequenos Corações conta com mais de 50 núcleos regionais em todo o país para suporte e acompanhamento às famílias de crianças cardiopatas, com atendimentos diversos pessoalmente, por telefone e redes sociais: www.pequenoscoracoes.com e página no Facebook AACC Pequenos Corações

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