12 de março de 2018
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Brincar de boneca, de carrinho, de bola

Era menina e sempre gostei de carrinho e de bola. meu irmão mais novo me ajudou a ser feliz me emprestando seus brinquedos. Nunca tive uma Barbie, porque não conseguia gostar de brincar de boneca. Quando brincava no prédio com as outras meninas, ia para casa na hora que elas queriam descer com todas as bonecas. Quando acabava a brincadeira, elas me chamavam de novo. Sem preconceito.

Brincar de boneca, de carrinho, de bola

Além de carrinho, brincava de LEGO e Playmobil. Andava de bicicleta, patins e até tentei o skate, este sem muito sucesso. Nunca fui fã das princesas, mas sempre fui vaidosa. Música também era das minhas brincadeiras favoritas! Fosse pra cantar, dançar ou apenas ouvir. Mas nunca quis ser Paquita… Nunca entendi a comoção.

Também sempre gostei de livros, revistas, álbuns de figurinhas. Fiz natação, fiz vôlei e fiz handebol. Via meu irmão fazer judô e tinha vontade de fazer, mas faltou tempo… De tanto vê-lo, acabei aprendendo umas coisinhas.

Na faculdade, descobri o futebol. Quer dizer, descobri o jogar futebol, porque sempre gostei muito, torci e frequentei o Mineirão. Vivia pra todo lado com a camisa do Galão! Mas só comecei a jogar na faculdade… Sempre fui estudiosa e tirei notas boas.

E o que foi feito de mim?

Cresci, estudei, morei um ano em outro país, fiz faculdade, fiz pós. Trabalhei desde o início da faculdade e trabalho muito até hoje. Me casei e tenho dois meninos lindos. As brincadeiras de criança me fizeram enxergar um mundo maior e mais amplo, com mais possibilidades. Hoje, sei que posso ser o que eu quiser! E é isso que quero dar para os meus filhos! Brinquem do que quiserem! Fantasiem com tudo, meus pequenos! E sejam felizes e completos!

Por Patrícia Cosenza Dantas

 

Leia também o texto da Gabriela Mata Machado:

Machismo nosso de cada dia

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